Zaeli denuncia censura após Câmara proibir reuniões durante recesso: “Querem calar a oposição”

publicidade

Brasília — O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) reagiu duramente à portaria publicada nesta terça-feira (22) pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados que proíbe a realização de reuniões de comissões durante o recesso parlamentar. Para Zaeli, a medida tem caráter de censura política e visa silenciar manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ato foi publicado no Diário da Câmara pouco antes do meio-dia e estabelece que a proibição vale de 22 de julho a 1º de agosto. Coincidentemente, duas comissões presididas por deputados do PL haviam convocado reuniões para esta terça, com pautas específicas de moção de apoio a Bolsonaro. Diante da portaria, as reuniões foram canceladas, o que gerou indignação na oposição.

“O nosso sentimento é de censura, né? O sentimento é que todas as forças estão censurando que nós possamos fazer o nosso trabalho, censurando o que o Bolsonaro possa falar, censurando que nós possamos postar, divulgar alguma coisa dele. Então, esse é o sentimento nosso, né? E a preocupação com os rumos que o país vem tomando. O governo quer manipular a segurança”, criticou Zaeli.

Mesmo com a proibição, um grupo de parlamentares da Comissão de Segurança Pública se reuniu informalmente e exibiu uma placa em homenagem ao ex-presidente. Zaeli, que também integra a comissão, voltou a criticar a postura do governo federal, acusando-o de se alinhar a regimes de esquerda e minar as instituições.

“O governo se aliando com outros governos de esquerda não se responsabiliza por nada que dá errado, só coloca para os outros. Um Supremo que não é justo, um Supremo aliado com o governo. Assim, nosso sentimento é que estamos em um caminho tenebroso, e isso vai colocar o Brasil numa situação difícil, muito próximo da Venezuela,” afirmou o parlamentar mato-grossense.

A decisão de suspender as reuniões é justificada por ser período de recesso parlamentar, mas para a oposição trata-se de mais uma ofensiva para tentar calar vozes dissonantes e impedir gestos públicos de apoio a Bolsonaro, que enfrenta investigações e ações judiciais.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Uísque, pastel e afagos: saiba como foi o ‘happy hour’ de Lula com Lira, líderes e ministros

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade