ACUSOU O GOLPE

Bolsonaro define apoio a Wellington e Medeiros e Mauro Mendes tenta conter o estrago político em MT

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O apoio declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro ao senador Wellington Fagundes (PL) para disputar o Governo de Mato Grosso e ao senador José Medeiros para a vaga ao Senado em 2026 já começou a mexer com o tabuleiro político no Estado.

Após a visita de Wellington a Bolsonaro, onde o senador afirmou ter recebido o endosso direto do ex-presidente, o governador Mauro Mendes (União Brasil) tratou de tentar reduzir o peso da declaração.

Durante evento partidário realizado neste sábado (7), em Cuiabá, Mendes afirmou que apoio político não é o que resolve os problemas de um Estado.

“Eu nunca vi apoio resolver problemas. Quem resolve problemas é quem está sentado com a caneta na mão”, disse o governador aos jornalistas.

A fala ocorre justamente após Wellington divulgar que Bolsonaro pediu unidade da direita em Mato Grosso e indicou Medeiros como único nome do grupo para disputar o Senado, evitando divisão no campo conservador.

Nos bastidores, a movimentação também atinge diretamente o projeto político defendido por Mauro Mendes, que já declarou publicamente que vê o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como sucessor natural ao Palácio Paiaguás.

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Outro ponto que pesa nesse cenário é o histórico de atritos entre Mauro Mendes e integrantes da família Bolsonaro. Em momentos anteriores, o governador chegou a trocar críticas públicas com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, em episódios que expuseram divergências dentro do próprio campo da direita.

Agora, com Bolsonaro sinalizando apoio a Wellington Fagundes e José Medeiros, o movimento tende a reposicionar forças dentro do eleitorado conservador de Mato Grosso.

Mesmo tentando relativizar o peso do endosso, o gesto político vindo do ex-presidente, demonstra o esvaziamento da narrativa de que Pivetta teria o apoio do ex- presidente, e que Mauro Mende vai  disputar o senado sem o apoio também.

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