Lula sanciona Lei da Internet que pode favorecer Bolsonaro na justiça; Entenda

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No Brasil, país líder global em conectividade digital, 84% da população, ou 181,8 milhões de brasileiros, acessam a internet diariamente, dedicando em média oito horas por dia à rede. Destes, 70%, ou 152,4 milhões, estão ativos em redes sociais, segundo informações de 2023 da DataReportal. O bullying, antes restrito a espaços físicos, agora infesta o ambiente virtual, causando um aumento alarmante de incidentes de cyberbullying, posicionando o Brasil como o segundo país com maior incidência desses episódios.

Essa preocupante realidade motivou uma ação legislativa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei, aprovada em dezembro pelo Congresso, que incorpora o bullying e o cyberbullying ao Código Penal. A legislação estipula multas para condenações por bullying e penas de prisão de dois a quatro anos, além de multas, para casos de cyberbullying, uma punição mais severa que a destinada a crimes de furto. Além dos agressores, administradores de grupos e redes sociais serão responsabilizados pelos atos cometidos por seus membros, conforme explica Ana Paula de Moraes, especialista em direito digital.

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Esse avanço legislativo surge em um contexto onde figuras públicas, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrentaram ataques intensos tanto online quanto offline, muitas vezes sem medidas efetivas de proteção ou repressão.

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