Medidas são importantes, mas estão atrasadas, diz especialista sobre ações do governo contra dengue

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A infectologista e epidemiologista Luana Araujo afirmou em entrevista à CNN neste domingo (04) que acredita que as medidas tomadas pelo governo no que diz respeito ao enfrentamento da dengue são importantes, mas que, “infelizmente, estão atrasadas”.

Segundo ela, a dengue não é uma doença que acontece da noite para o dia. Por isso, neste caso, estamos falando de “uma população que não fez seu papel”.

Luana ressalta que 75% dos focos de dengue são intradomiciliares, portanto, é importante estar alerta caso algum vizinho, ou alguém próximo, esteja com a doença. “A população não foi lembrada e reorientada com relação à higiene ambiental contra o mosquito”, continua.

Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas em janeiro, o país acumulou 262.247 casos prováveis de dengue e até a última sexta-feira (02), 29 mortes relacionadas à doença foram registradas, enquanto outras 173 estão em investigação.

Para Luana, a maior ferramenta contra essa doença é o controle da proliferação do mosquito, o que pode ser feito a partir de uma manutenção ambiental dos espaços particulares. Evitando sempre manter áreas com água parada. Além da aplicação da vacina.

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Cerca de 521 municípios de 16 estados, além do Distrito Federal, foram escolhidos para serem as primeiras cidades a aplicar a vacina contra a dengue, que deve começar no mês de fevereiro, segundo o ministério.

De acordo com dados do ano passado, a curva acentuada de aumento de casos é mais notada nos meses de março e abril, contrário do que ocorreu este ano, em que já começamos janeiro com um aumento acelerado. “A tendência é que isso piore ainda”, afirmou a infectologista.

Controlar a proliferação do mosquito é de extrema importância, uma vez que ele também é responsável por transmitir o Zikavírus e Chikungunya. “Se não controlarmos o mosquito e houver essa possibilidade da circulação viral, a gente tem grande chance de voltar a ter quadros de outras doenças também”, continua.

No último sábado (03), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que o governo está mobilizado na prevenção de mais casos de dengue no país, assim como na garantia de assistência àqueles que pegaram a doença. Disse ainda que este não é um caso de emergência nacional.

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Sintomas
Os sintomas da dengue podem, muito facilmente, ser confundidos com sintomas de outras viroses mais comuns.

Por isso, é necessária muita atenção em quadros de febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e atrás dos olhos, assim como manchas na pele.

O diagnóstico é feito por meio de exame e testes rápidos.

 

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