Brasília (DF) – A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o Projeto de Lei 1087/25, de autoria do Poder Executivo, que zera o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil mensais e cria uma tributação adicional para rendimentos acima de R$ 600 mil por ano. O texto segue agora para análise no Senado.
O deputado Rodrigo Zaeli (PL-MT), reconheceu a importância da atualização da tabela, mas fez duras críticas ao governo federal. Segundo ele, a promessa feita em campanha pelo presidente Lula de isentar até R$ 5 mil “só vai valer, de fato, a partir de 2027, e até lá o trabalhador seguirá pagando imposto já acima de R$ 2.800 mensais”.
“Esse discurso de que apenas os super-ricos vão pagar não é bem assim. O novo imposto vai incidir sobre a distribuição de lucros das empresas. E o que as empresas vão fazer? Repassar esse custo para o consumidor. No fim das contas, os produtos vão ficar mais caros e quem paga é o povo”, afirmou Zaeli.
O parlamentar mato-grossense ressaltou ainda que a política tributária brasileira já penaliza fortemente o consumo e que a medida deve aprofundar essa distorção.
“Lula está dando com uma mão e tirando com a outra. Bolsonaro também prometeu isenção até R$ 5 mil, mas sem contrapartida. O governo atual não corta gastos públicos, prefere repassar o custo para a sociedade”, completou.
Zaeli afirmou que apoiaria até mesmo uma isenção maior, de R$ 10 mil, mas desde que fosse financiada por cortes na máquina pública e não com aumento indireto de tributos.

















