Nem todo vereador custa o mesmo — e nem toda Câmara administra o dinheiro público com a mesma responsabilidade.
Destas câmaras de vereadores, veja o ranking dos que mais economizaram recursos da população (números aproximados):
| RANKING | COMPARATIVO | ORÇAMENTO aprovado para utilizar em 2025 | ECONOMIZOU EM 2025 (ECONOMIA REAL E/OU DEVOLUÇÃO) | CÂMARA GASTOU EM 2025 |
| 1 | LUCAS | R$ 13,1 mi | R$ 4,07 mi | R$ 9,03 mi |
| 2 | CAMPO VERDE | R$ 11,0 mi | R$ 3,0 mi | R$ 8,0 mi |
| 3 | NOVA MUTUM | R$ 14,76 mi | R$ 2,97 mi | R$ 11,79 mi |
| 4 | TANGARÁ DA SERRA | R$ 15,97 mi | R$ 2,56 mi | R$ 13,41 mi |
| 5 | CAMPO NOVO DO PARECIS | R$ 17 mi | R$ 1,15 mi | R$ 15,85 mi |
Em 2025, Lucas do Rio Verde aprovou um orçamento de R$ 13,10 milhões para sua Câmara, mas gastou apenas R$ 9,03 milhões, devolvendo quase R$ 4 milhões aos cofres municipais. Resultado: cada um dos nove vereadores custou cerca de R$ 1 milhão, mas a cidade pagou menos do que o previsto e ainda recebeu sobras para investir em saúde, educação ou infraestrutura.
No outro extremo, os vereadores de Campo Novo do Parecis aprovaram R$ 17 milhões e gastaram R$ 15,85 milhões — devolvendo apenas R$ 1,15 milhão. Com nove vereadores também, cada um custou R$ 1,76 milhão aos cofres públicos. A diferença de eficiência entre as duas câmaras é de quase R$ 7 milhões gastos a mais em Campo Novo se comparado a Lucas do Rio Verde, cidade e população maiores que Campo Novo do Parecis. O que os vereadores de Campo Novo do Parecis oferecem a mais que os vereadores de Lucas do Rio Verde? Essas perguntas podem ser respondidas.
Entre as cinco cidades analisadas, com culturas e potenciais parecidos, quem mais economizou foi Lucas do Rio Verde, seguido por Campo Verde (R$ 3,1 milhões devolvidos). O primeiro lugar da gastança ficou a Câmara de Vereadores de Campo Novo do Parecis.
Quando o assunto é transparência e eficiência, Lucas do Rio Verde merece o troféu de primeiro lugar. Cidades com porte e desafios semelhantes conseguem resultados muito diferentes na gestão do dinheiro do contribuinte. É isso que esse nosso estudo provou.
E o futuro? Lucas prevê R$ 21 milhões para 2026 (quase metade deste recurso será destinada à nova sede). Campo Novo do Parecis, R$ 20 milhões. Nova Mutum, R$ 19,91 milhões. Tangará da Serra, R$ 18,85 milhões. Todos com aumentos significativos.
A população precisa acompanhar de perto, mas o cidadão precisa acordar cedo para buscar o sustento de sua família e não tem tempo para fiscalizar políticos.
Quando políticos economizam alguns milhões ou gastam com responsabilidade o dinheiro público, isso é digno de elogios. Mas quando políticos gastam mal o dinheiro do cidadão somando o momento de crise econômica em que a população vê seu dinheiro insuficiente até para despesas básicas como supermercado, certamente a população fica ainda mais descrente da classe política.
A pergunta que o cidadão deve fazer: Está valendo a pena esses gastos com vereadores? A resposta é para cada leitor.
A Constituição Federal prevê, no artigo 29-A, limites rígidos para as despesas do Legislativo Municipal, proporcionalmente à população (caput e incisos I a VI), variando de 7% (municípios até 100 mil habitantes) até 3,5% (acima de 8 milhões de habitantes) sobre a base de cálculo formada pela receita tributária própria e transferências constitucionais. Já os subsídios individuais dos vereadores são definidos pela própria Câmara (art. 29, V), observados os princípios de razoabilidade e os tetos constitucionais.
Apesar de existir um teto claro e obrigatório, a realidade mostra que diversas Câmaras de Vereadores funcionam com despesas significativamente inferiores a esses percentuais máximos. Isso demonstra, na prática, que é possível exercer plenamente as atribuições legislativas e fiscalizadoras do município com uma estrutura mais enxuta e com menor dispêndio de dinheiro público.
Os números estão aí. Cabe ao cidadão fiscalizar, cobrar e comparar. Se a própria Câmara que aprova seu próprio gasto, a população precisa cobrar e fiscalizar.















