Por: Redação
Em pleno aniversário de 306 anos de Cuiabá, celebrado em 8 de abril, a gestão municipal vira alvo de polêmica. O prefeito Abilio Brunini (PL), que intensificou nas últimas semanas as campanhas para arrecadação do IPTU, está com o nome inscrito na Dívida Ativa desde 2022 por falta de pagamento do IPVA e licenciamento de veículo.
A informação foi confirmada por meio de dados públicos e escancara uma contradição incômoda: enquanto exige que a população mantenha suas obrigações fiscais em dia, o próprio chefe do Executivo municipal negligencia as suas.
Cobrança seletiva
A prefeitura tem promovido peças publicitárias e alertas à população sobre a importância de pagar o IPTU, advertindo sobre multas e juros para os inadimplentes. Paralelamente, Brunini mantém pendências junto ao Estado de Mato Grosso, acumulando débitos que comprometem a regularidade de seu CPF, o que pode, inclusive, impedir a emissão de certidões negativas e dificultar operações financeiras, como empréstimos.
Segundo especialistas, a inscrição na Dívida Ativa por mais de dois anos demonstra negligência e má gestão da vida pessoal, o que acaba respingando na imagem institucional do cargo que ocupa.
Mutirão de limpeza e sujeira fiscal
Na mesma semana em que convocou a população para participar de um mutirão de limpeza nos bairros da capital, o prefeito se viu confrontado por sua própria “falta de limpeza fiscal”. O contraste entre o discurso de cidadania e as práticas pessoais do gestor tem gerado críticas entre vereadores da oposição e moradores nas redes sociais.
Além disso, a cidade não contará com festividades oficiais para comemorar o aniversário de 306 anos. Segundo a gestão, o cancelamento dos eventos é consequência de limitações orçamentárias. A justificativa, no entanto, não convenceu parte da população, que lembra que em anos anteriores a data foi celebrada com atrações musicais e atividades culturais.
Silêncio da assessoria
A reportagem tentou contato com a assessoria do prefeito Abilio Brunini para comentar as pendências fiscais apontadas, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Enquanto Cuiabá completa mais um ano de história, os desafios da cidade se misturam com os da própria gestão: limpar as ruas, sim — mas também limpar o nome de quem governa.
















